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Capitalismo malvado? Isso não cola mais!

Vivemos em um sistema em que o lucro acabou sendo superestimado. As disfunções do poder causaram problemas dentro desse sistema. Isso gerou uma noção em parte das pessoas de que os empresários são seres perversos e malvados que só querem saber de dinheiro e que as empresas são máquinas do mal que causam a miséria da humanidade.

Mas, NÃO PRECISA SER ASSIM! E muitas vezes não é assim!

O problema não é sistema, poder ou dinheiro: é o ser humano e como ele lida com todas as suas sombras internas, que por sua vez, se refletem em suas ações e construções externas.

Então é possível desenvolver uma empresa rentável dentro da lógica de mercado e fazer bem para a sociedade ao mesmo tempo? A resposta que tem se mostrado através de inúmeros exemplos é SIM. Recentemente o conceito de Negócios Sociais, proposto por Muhammad Yunus, ficou mais conhecido e trouxe a tona algumas questões sobre o papel das empresas na sociedade.

Pela definição da Yunus Negócios Sociais Brasil, negócios sociais são empresas que têm a única missão de solucionar um problema social, são autossustentáveis financeiramente e não distribuem dividendos. Essa parte de não distribuir dividendos, ou seja, de reinvestir todo o lucro dentro da empresa, ainda divide opiniões entre alguns estudiosos da área.

Uma empresa é um conjunto de pessoas que trabalham para realizar algo que não seria possível ser realizado por apenas uma pessoa. É o ser humano colaborando para realizar algo maior. O conceito em si já é fantástico. Afinal, nos desenvolvemos e aprendemos a lidar com as diferenças a partir do convívio com pessoas que são diferentes de nós. De acordo com Carl Jung, um dos grande nomes da psicologia, nós projetamos nossas sombras internas (aspectos desconhecidos e muitas vezes negativos que temos em nossa personalidade) nos outros. Sendo assim, os outros nos ajudam em nossa investigação individual do que podemos desenvolver em nós.

O que tem se visto é o surgimento de empresas que quebram essa aparente contradição (que na verdade não é uma contradição) entre causar um impacto social positivo e ganhar dinheiro com isso. E isso é libertador. Todos nós somos capitalistas. Estamos imersos nesse sistema. A questão não é se você vai participar dele ou não, e sim, como você irá participar dele e como irá trabalhar para deixá-lo cada vez melhor para todas as pessoas.

A busca pela coexistência e união de elementos que parecem contraditórios me parece um caminho belo e sensato para a evolução do nosso sistema, de nossas organizações e de nós mesmos.

Por fim, TUDO DENTRO DO NOSSO SISTEMA É DESENVOLVIDO POR PESSOAS. Você é uma pessoa. Você tem o poder de cocriar todo o dia o mundo que faz sentido para você. Comece hoje 🙂